Swaminathan Aiyar at PostGlobal

Swaminathan Aiyar

New Delhi, India

Swaminathan S. Anklesaria Aiyar is the Consulting Editor of The Economic Times, India's largest financial daily. He writes a popular weekly column, titled Swaminomics in the Times of India. He spends roughly half the year in New Delhi and half in Washington D.C., where he is a research fellow at the Cato Institute and an occasional consultant to the World Bank. He has been the editor of India's two main financial dailies, The Economic Times (1992-94) and Financial Express (1988-90). He was also the India Correspondent of the British weekly, The Economist, for most of two decades between 1976 and 1998. Close.

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Sick, But Not Contagious

The American economy isn’t as important to the world as it used to be.

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JOAO DA ROCHA:

REFLEXÕES SOBRE 2007 E PARA 2008
BRASIL

Como somos um país de dimensão continental, correspondendo a 15 vezes a área territorial da França, 34 vezes da Inglaterra, 23 vezes da Alemanha, 22 vezes do Japão ou 28 vezes da Itália, temos problemas que eles já superaram . Mas os países citados, estão no grupo das oito maiores economias do mundo e não apresentam nenhum desigualdade entre regiões ou no PIB per capita e que está acima de USA 30 mil. E esses países, mais os Estados Unidos, China, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e também o Brasil, respondem por mais de 80% do PIB mundial. Isso prova que existe uma desigualdade muito gritante entre as 20 nações mais ricas e as 136 nações mais pobres.

Classificaram o nosso País, como a Quinta maior população mundial, com 22 habitantes por quilometro quadrado; o Sétimo maior PIB mundial ou o Sexto pelo RPC (paridade do poder de compra) e como a Sétima maior reserva internacional e a Sexta maior força de trabalho. E a nossa dívida externa , em relação ao PIB, não passa de 11%, enquanto ela representa para os Estados Unidos, 80%, para a Inglaterra, 335%, para a Alemanha, 151%, para a França, 185%, para a Itália, 113%, para a Suiça, 326%, para o Japão 37% e, para a Holanda, 27%. Teoricamente estamos em uma situação muito privilegiada em relação ao resto do mundo. Mas esqueceram de esclarecer, que todas essas riquezas que levaram o país ao seleto clube do G-20, estão praticamente localizadas nas regiões sul e sudeste, que concentram 55% da população brasileira, 70% do PIB e ocupa somente 18% de nossa área territorial total, mostrando, com clareza, que temos dois Brazis.

E as regiões norte, nordeste e centro oeste, ocupando 82% do território nacional, apresentam um PIB maior, tendo em vista a inclusão de Brasilia. Mesmo assim, na média, não passa de US$ 5.000 ou seja, 30% da renda per capita do sul e sudeste.

Diante de tantas informações positivas, acrescentamos ainda o aumento nos empregos formais, o crescimento de 11% nas receitas administradas do Tesouro Nacional, na capacidade de compra e de endividamento dos brasileiros, mesmo pagando os juros mais absurdos do mundo, a auto suficiência em petróleo e a redução da pobreza e das desigualdades regiões, em decorrencia dos programas sociais de Governo. E esses números estão fazendo com que o governo mantenha um volume desnecessário de reservas internacionais (pagando elevados encargos) e não amortize dívidas, pense em Fundo Soberano (um luxo de países que tem sobras de caixa e não sacrificam as prioridades internas) e , mais ainda, em oferecer linhas de créditos, através dos Bancos de Fomento ( BB, Caixa, BNDES e outros) para o financiamento e compra de empresas , no estrangeiro, mantendo, lá, a garantia de emprego, renda e consumo, Tudo isso está acontecendo, porque o governo deixou de fazer completos raios X do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste.

Com toda essa euforia, as estatísticas e os raios X nos mostram um Brasil real, que tem 52% de eleitores semi-analfabetos e 8% totalmente analfabetos, 50% de todas as riquezas nacionais (PIB) concentradas em somente 1% ( hum por cento) da população , nível de desemprego acima de 9% e ainda com 20 milhões de pessoas em estado de pobreza quase absoluta. Portanto, não é a hora do Brasil financiar o deficit americano (com as reservas internacionais), a aquisição e instalação de empresa no exterior e de criar facilidades para o capital volátil, mantendo, uma Selic que agride as contas do Tesouro em mais de R$ 30 bilhões anualmente, considerando uma Taxa de 9% ao ano e ainda 100% acima da inflação (uma das maiores do mundo). Devemos encarar, ainda, que no orçamento do pobre, os ítens escola e alimentação pesam muito, porque faltam estabelecimentos de ensino gratuítos de qualidade e o plantio de produtos que possam manter o equilibrio entre a oferta e a procura.

A prioridade que o brasileiro espera e cobra, não está relacionada com a transferência de recursos gerados pelo seu suor, para a manutenção do desenvolvimento dos países ricos, mas sim, visando a solução para os inúmeros problemas internos. E não é concebível que o Brasil, com área arável de 5% do seu territorio ou de 200 milhões de hectares, produza , em grãos, pouco mais de 45% do que os americanos colhem somente em toneladas de milho e que corresponde ao porcentual de 50% da produção mundial. Em 2008, a produção prevista será de pouco mais de 135 milhões de toneladas ( utilizando 50 milhões de hectares), concentradas na soja ( 58 milhões), no milho (53 milhões). no arroz ( 11 milhões ) e no feijão (3,5 milhões). É muito pouco, no contexto de uma produção mundial de dois (2) bilhões de toneladas e aquí temos clima tropical, subtropical, com estações bem distintas, além do governo ainda gastar bilhões de reais com projetos de irrigação. Não há justificativa nenhuma para que o alimento e a escola e até o lazer, tenham um peso tão forte nos índices inflacionários. Falta ao governo elencar e materializar as verdadeiras prioridades do País e administrar, com rigor, os recursos disponibilizados pelo erário. E além dos problemas na educação e na produção de alimentos, falta ao Brasil recursos para a construção de usinas hidroelétricas e de eclusas, para um melhor aproveitamento do transporte fluvial; falta a construção de ferrovias de norte a sul, leste a oeste , para facilitar e baratear o escoamento da produção e o transporte de passageiros; falta infra estrutura de portos e aeroportos; falta a conservação e mais rodovias de qualidade; falta saneamento básico; falta habitação popular e faltam recursos,mas com bom e honesto gerenciamento, na área de saúde. Se faltam tantos recursos para agilizar o nosso desenvolvimento, proporcionando mais emprego, renda , consumo e melhor qualidade de vida para o brasil subdesenvolvido e desenvolvido, porque então proporcionar o conforto lá fora, quando aquí não produzimos alimentos suficientes para alimentar os 185 milhões de brasileiros e não temos escolas de qualidade e gratúitas para matricular os jovens de hoje, para não ser tornar os analfabetos de amanhã. Somos abençados por Deus para cuidar da melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e não dos estrangeiros e AINDA FALTARAM MAIS DE R$ 50 BILHÕES PARA COMPLETAR O PAGAMENTO DOS JUROS SOBRE A DÍVIDA E DEVIDOS EM 2007 E QUE ESTÃO SENDO TRANSFERIDOS PARA A CONTA DO PRINCIPAL.

E os brasileiros cobram ainda do Governo, uma prestação de Contas bem Transparente e analítica e diária de todos os órgãos da administração pública direta e indireta (principalmente do BC e do BNDES), via Internet e não só a publicidade das receitas administradas. A contra partida é muito pequena em relação aos R$ 600 bilhões arrecadados em 2007. Caixa Preta com o dinheiro do Povo, não pode existir, em nome de qualquer sigilo, para acobertar irregularidades. O Governo deve contar com o povo e com os Internautas , para a fiscalização de suas Contas.

JOAO DA ROCHA:

REFLEXÕES SOBRE 2007 E PARA 2008


Como somos um país de dimensão continental, correspondendo a 15 vezes a área territorial da França, 34 vezes da Inglaterra, 23 vezes da Alemanha, 22 vezes do Japão ou 28 vezes da Itália, temos problemas que eles já superaram . Mas os países citados, estão no grupo das oito maiores economias do mundo e não apresentam nenhum desigualdade entre regiões ou no PIB per capita e que está acima de USA 30 mil. E esses países, mais os Estados Unidos, China, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e também o Brasil, respondem por mais de 80% do PIB mundial. Isso prova que existe uma desigualdade muito gritante entre as 20 nações mais ricas e as 136 nações mais pobres.

Classificaram o nosso País, como a Quinta maior população mundial, com 22 habitantes por quilometro quadrado; o Sétimo maior PIB mundial ou o Sexto pelo RPC (paridade do poder de compra) e como a Sétima maior reserva internacional e a Sexta maior força de trabalho. E a nossa dívida externa , em relação ao PIB, não passa de 11%, enquanto ela representa para os Estados Unidos, 80%, para a Inglaterra, 335%, para a Alemanha, 151%, para a França, 185%, para a Itália, 113%, para a Suiça, 326%, para o Japão 37% e, para a Holanda, 27%. Teoricamente estamos em uma situação muito privilegiada em relação ao resto do mundo. Mas esqueceram de esclarecer, que todas essas riquezas que levaram o país ao seleto clube do G-20, estão praticamente localizadas nas regiões sul e sudeste, que concentram 55% da população brasileira, 70% do PIB e ocupa somente 18% de nossa área territorial total, mostrando, com clareza, que temos dois Brazis.

E as regiões norte, nordeste e centro oeste, ocupando 82% do território nacional, apresentam um PIB maior, tendo em vista a inclusão de Brasilia. Mesmo assim, na média, não passa de US$ 5.000 ou seja, 30% da renda per capita do sul e sudeste.

Diante de tantas informações positivas, acrescentamos ainda o aumento nos empregos formais, o crescimento de 11% nas receitas administradas do Tesouro Nacional, na capacidade de compra e de endividamento dos brasileiros, mesmo pagando os juros mais absurdos do mundo, a auto suficiência em petróleo e a redução da pobreza e das desigualdades regiões, em decorrencia dos programas sociais de Governo. E esses números estão fazendo com que o governo mantenha um volume desnecessário de reservas internacionais (pagando elevados encargos) e não amortize dívidas, pense em Fundo Soberano (um luxo de países que tem sobras de caixa e não sacrificam as prioridades internas) e , mais ainda, em oferecer linhas de créditos, através dos Bancos de Fomento ( BB, Caixa, BNDES e outros) para o financiamento e compra de empresas , no estrangeiro, mantendo, lá, a garantia de emprego, renda e consumo, Tudo isso está acontecendo, porque o governo deixou de fazer completos raios X do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste.

Com toda essa euforia, as estatísticas e os raios X nos mostram um Brasil real, que tem 52% de eleitores semi-analfabetos e 8% totalmente analfabetos, 50% de todas as riquezas nacionais (PIB) concentradas em somente 1% ( hum por cento) da população , nível de desemprego acima de 9% e ainda com 20 milhões de pessoas em estado de pobreza quase absoluta. Portanto, não é a hora do Brasil financiar o deficit americano (com as reservas internacionais), a aquisição e instalação de empresa no exterior e de criar facilidades para o capital volátil, mantendo, uma Selic que agride as contas do Tesouro em mais de R$ 30 bilhões anualmente, considerando uma Taxa de 9% ao ano e ainda 100% acima da inflação (uma das maiores do mundo). Devemos encarar, ainda, que no orçamento do pobre, os ítens escola e alimentação pesam muito, porque faltam estabelecimentos de ensino gratuítos de qualidade e o plantio de produtos que possam manter o equilibrio entre a oferta e a procura.

A prioridade que o brasileiro espera e cobra, não está relacionada com a transferência de recursos gerados pelo seu suor, para a manutenção do desenvolvimento dos países ricos, mas sim, visando a solução para os inúmeros problemas internos. E não é concebível que o Brasil, com área arável de 5% do seu territorio ou de 200 milhões de hectares, produza , em grãos, pouco mais de 45% do que os americanos colhem somente em toneladas de milho e que corresponde ao porcentual de 50% da produção mundial. Em 2008, a produção prevista será de pouco mais de 135 milhões de toneladas ( utilizando 50 milhões de hectares), concentradas na soja ( 58 milhões), no milho (53 milhões). no arroz ( 11 milhões ) e no feijão (3,5 milhões). É muito pouco, no contexto de uma produção mundial de dois (2) bilhões de toneladas e aquí temos clima tropical, subtropical, com estações bem distintas, além do governo ainda gastar bilhões de reais com projetos de irrigação. Não há justificativa nenhuma para que o alimento e a escola e até o lazer, tenham um peso tão forte nos índices inflacionários. Falta ao governo elencar e materializar as verdadeiras prioridades do País e administrar, com rigor, os recursos disponibilizados pelo erário. E além dos problemas na educação e na produção de alimentos, falta ao Brasil recursos para a construção de usinas hidroelétricas e de eclusas, para um melhor aproveitamento do transporte fluvial; falta a construção de ferrovias de norte a sul, leste a oeste , para facilitar e baratear o escoamento da produção e o transporte de passageiros; falta infra estrutura de portos e aeroportos; falta a conservação e mais rodovias de qualidade; falta saneamento básico; falta habitação popular e faltam recursos,mas com bom e honesto gerenciamento, na área de saúde. Se faltam tantos recursos para agilizar o nosso desenvolvimento, proporcionando mais emprego, renda , consumo e melhor qualidade de vida para o brasil subdesenvolvido e desenvolvido, porque então proporcionar o conforto lá fora, quando aquí não produzimos alimentos suficientes para alimentar os 185 milhões de brasileiros e não temos escolas de qualidade e gratúitas para matricular os jovens de hoje, para não ser tornar os analfabetos de amanhã. Somos abençados por Deus para cuidar da melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e não dos estrangeiros e AINDA FALTARAM MAIS DE R$ 50 BILHÕES PARA COMPLETAR O PAGAMENTO DOS JUROS SOBRE A DÍVIDA E DEVIDOS EM 2007 E QUE ESTÃO SENDO TRANSFERIDOS PARA A CONTA DO PRINCIPAL.

E os brasileiros cobram ainda do Governo, uma prestação de Contas bem Transparente e analítica e diária de todos os órgãos da administração pública direta e indireta (principalmente do BC e do BNDES), via Internet e não só a publicidade das receitas administradas. A contra partida é muito pequena em relação aos R$ 600 bilhões arrecadados em 2007. Caixa Preta com o dinheiro do Povo, não pode existir, em nome de qualquer sigilo, para acobertar irregularidades. O Governo deve contar com o povo e com os Internautas , para a fiscalização de suas Contas.

Anju Chandel, New Delhi:

Agree with you completely, Mr. Aiyar. Talking about the 'tides', we all know that 'what goes up, comes down'. It is an 'inevitable' aspect of the life-cycle through which everybody and everything has to go through - economy included. However, the current ebb in the American economy will certainly impact the global economy in general including the emerging economies of the world but only to a limited extent.

In context of the performance of the global economy in total, I would like to quote Kamal Nath: 'The Gloom in the West will be balanced by the Boom in the East.'

Nevertheless, I hope, and am sure, that the US would recover fast from this almost imminent recession. It would be in the interest of the whole world.

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