Miriam Leitao at PostGlobal

Miriam Leitao

Rio de Janeiro, Brazil

Miriam Leitao is a reporter and columnist for O Globo and Radio CBN in Brazil. She is also a commentator on Globo TV Network and runs her own blog, www.miriamleitao.com, hosted at Globo online at www.oglobo.com.br. She was awarded Columbia University’s Maria Moors Cabot Prize in 2005. Close.

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Past-iology

Latin America suffers from a severe ideological malaise: obsession with its past.

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All Comments (11)

JOAO DA ROCHA:

O GOVERNO AMERICANO AGIU A FAVOR DO POVO

QUEREM CRIAR UMA AMPLA RECESSÃO, DE QUALQUER JEITO

Pela primeira vez, em décadas, o Tesouro Americano deixou de tutelar, de fato, as sugestões e iniciativas dos grandes cartéis financeiros. E essa inesperada reação, com o anúncio de um pacote de medidas pelo governo americano, que não beneficia bancos, mas a economia do país e milhões de americanos, está acarretando, em cadeia,uma forte transformação no mercado financeiro mundial cartelizado.

O governo americano entendeu e outras nações também devem entender, que a fragilidade dos Bancos Centrais no monitoramento
do sistema financeiro, é que está causando tanta tempestade e rebordosa.

O mundo se cartelizou no sistema financeiro, no petróleo, nas bolsas de valores e de mercadorias e em uma dezena de outras atividades e os governantes das principais nações do mundo, ficaram escravos e impotentes para agirem na defesa dos interesses dos povos de suas nações.

E, agora, estamos vendo, com transparência,como o sistema financeiro agia em absoluta tranquilidade e, em, alguns casos, com irresponsabilidade total e impunidade que continua até hoje. E esse alvoroço todo só tem um culpado, o próprio sistema financeiro, sofisticado, competente, ágil e se comunicando para iniciativas de um mesmo comando e On line.Por outro lado, os Bancos Centrais não foram capazes de acompanhar e de monitorar essa evolução que beneficia milhares, em detrimento de bilhões de pessoas.

Os cartéis estão tentando, de todas as formas, um maior envolvimento do Tesouro americano, com a crise que os próprios bancos criarem, alimentarem e se beneficiaram dela, auferindo lucros de alguns bilhões de dólares. Agora, terão que voltar ao mundo real,entendendo que o dinheiro de bilhões de pessoas não pode mais ser transferido para milhares de pessoas da especulação volátil, improdutiva, sem custo, mas com sacrificio e a troco de que ou de quem ?

Uma nova paginação para os Bancos Centrais e para o sistema financeiro é imperativa, urgente e passa necessariamente por profundas transformações, benéficas para as Contas do Tesouro de países pobres e ricos, totalmente factíveis e de efeito imediato, dependendo apenas da vontade política das Nações.

Como os cartéis que atuam em todas as áreas, estão cada vez mais fortes e os governos cada vez mais fracos para enfrentá-los, basta simplesmente a criação do Cartel do Povo,via Tratado ou qualquer outro instrumento, através dos governantes do G-20, para defender os direitos de mais de 6 bilhões de pessoas, apenas limitando o ágio, acima da inflação, a um porcentual máximo de 3%, para rolagem ou assunção de dividas. É uma iniciativa de efeito multiplicador, democrática, capitalista e de cunho também profundamente social e que pode gerar economia de mais de USD 1 trilhão para os cofres de países ricos e pobres e os matemáticos podem confirmar. E com isso, com certeza, não haverá mais a necessidade da costumeira democratização de lucros e da socialização de prejuízos( em nome do mercado livre) e o mundo viverá em tranquilidade para gerar mais riquezas e reduzir as gritantes desigualdades entre nações ricas e nações pobres e para extinguir a categoria de indigentes. Em consequencia, a vergonhosa ratificação estatística de que somente 2% da população mundial responde por 50% da riquezas, será compulsoriamente reduzida, ano a ano. E o Brasil, que assumirá, em poucos dias, a Presidencia Financeira do G-20, poderá entrar para a história das nações, se conseguir criar esse Cartel que defenderá os interesses de bilhões de pessoas, para que tenham condições dígnas de vida.

Quanto ao sistema financeiro, que ganhou muito com as Letras Hipotecárias, em Investimentos de alto risco e ainda acumula lucros de bilhões de dólares nos últimos cinco anos, é natural que devolva agora parte dessa gordura que está bem localizada e que não levará o paciente à UTI. E países como o Brasil, devem refletir,com calma, sobre a importancia da iniciativa do governo americano ao cortar o cordão umbilical atado ao pernicuioso protecionismo ao capital especutivo mundial. Essa corrente americana começou e deve continuar e se fortalecer, mesmo com as fortes pressões de todos os lados, porque está no correto caminho de defender bilhões para não continuar privilegiando somente milhares de pessoas. O capitalismo de hoje nunca mais será o capitalismo perverso de ontem, felizmente.Esperamos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não deixe que o noticiário da imprensa mundial e dirigido, atrapalhe a tragetória de queda da Selic, em decorrencia das frágeis argumentações. Façamos uma corrente prá frente, Brasil. E PARA ONDE ESTÁ INDO O CAPITAL APÁTRIDA DE TRILHÕES DE DÓLARES ?

JOAO DA ROCHA:

REFLEXÕES SOBRE 2007 E PARA 2008


Como somos um país de dimensão continental, correspondendo a 15 vezes a área territorial da França, 34 vezes da Inglaterra, 23 vezes da Alemanha, 22 vezes do Japão ou 28 vezes da Itália, temos problemas que eles já superaram . Mas os países citados, estão no grupo das oito maiores economias do mundo e não apresentam nenhum desigualdade entre regiões ou no PIB per capita e que está acima de USA 30 mil. E esses países, mais os Estados Unidos, China, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e também o Brasil, respondem por mais de 80% do PIB mundial. Isso prova que existe uma desigualdade muito gritante entre as 20 nações mais ricas e as 136 nações mais pobres.

Classificaram o nosso País, como a Quinta maior população mundial, com 22 habitantes por quilometro quadrado; o Sétimo maior PIB mundial ou o Sexto pelo RPC (paridade do poder de compra) e como a Sétima maior reserva internacional e a Sexta maior força de trabalho. E a nossa dívida externa , em relação ao PIB, não passa de 11%, enquanto ela representa para os Estados Unidos, 80%, para a Inglaterra, 335%, para a Alemanha, 151%, para a França, 185%, para a Itália, 113%, para a Suiça, 326%, para o Japão 37% e, para a Holanda, 27%. Teoricamente estamos em uma situação muito privilegiada em relação ao resto do mundo. Mas esqueceram de esclarecer, que todas essas riquezas que levaram o país ao seleto clube do G-20, estão praticamente localizadas nas regiões sul e sudeste, que concentram 55% da população brasileira, 70% do PIB e ocupa somente 18% de nossa área territorial total, mostrando, com clareza, que temos dois Brazis.

E as regiões norte, nordeste e centro oeste, ocupando 82% do território nacional, apresentam um PIB maior, tendo em vista a inclusão de Brasilia. Mesmo assim, na média, não passa de US$ 5.000 ou seja, 30% da renda per capita do sul e sudeste.

Diante de tantas informações positivas, acrescentamos ainda o aumento nos empregos formais, o crescimento de 11% nas receitas administradas do Tesouro Nacional, na capacidade de compra e de endividamento dos brasileiros, mesmo pagando os juros mais absurdos do mundo, a auto suficiência em petróleo e a redução da pobreza e das desigualdades regiões, em decorrencia dos programas sociais de Governo. E esses números estão fazendo com que o governo mantenha um volume desnecessário de reservas internacionais (pagando elevados encargos) e não amortize dívidas, pense em Fundo Soberano (um luxo de países que tem sobras de caixa e não sacrificam as prioridades internas) e , mais ainda, em oferecer linhas de créditos, através dos Bancos de Fomento ( BB, Caixa, BNDES e outros) para o financiamento e compra de empresas , no estrangeiro, mantendo, lá, a garantia de emprego, renda e consumo, Tudo isso está acontecendo, porque o governo deixou de fazer completos raios X do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste.

Com toda essa euforia, as estatísticas e os raios X nos mostram um Brasil real, que tem 52% de eleitores semi-analfabetos e 8% totalmente analfabetos, 50% de todas as riquezas nacionais (PIB) concentradas em somente 1% ( hum por cento) da população , nível de desemprego acima de 9% e ainda com 20 milhões de pessoas em estado de pobreza quase absoluta. Portanto, não é a hora do Brasil financiar o deficit americano (com as reservas internacionais), a aquisição e instalação de empresa no exterior e de criar facilidades para o capital volátil, mantendo, uma Selic que agride as contas do Tesouro em mais de R$ 30 bilhões anualmente, considerando uma Taxa de 9% ao ano e ainda 100% acima da inflação (uma das maiores do mundo). Devemos encarar, ainda, que no orçamento do pobre, os ítens escola e alimentação pesam muito, porque faltam estabelecimentos de ensino gratuítos de qualidade e o plantio de produtos que possam manter o equilibrio entre a oferta e a procura.

A prioridade que o brasileiro espera e cobra, não está relacionada com a transferência de recursos gerados pelo seu suor, para a manutenção do desenvolvimento dos países ricos, mas sim, visando a solução para os inúmeros problemas internos. E não é concebível que o Brasil, com área arável de 5% do seu territorio ou de 200 milhões de hectares, produza , em grãos, pouco mais de 45% do que os americanos colhem somente em toneladas de milho e que corresponde ao porcentual de 50% da produção mundial. Em 2008, a produção prevista será de pouco mais de 135 milhões de toneladas ( utilizando 50 milhões de hectares), concentradas na soja ( 58 milhões), no milho (53 milhões). no arroz ( 11 milhões ) e no feijão (3,5 milhões). É muito pouco, no contexto de uma produção mundial de dois (2) bilhões de toneladas e aquí temos clima tropical, subtropical, com estações bem distintas, além do governo ainda gastar bilhões de reais com projetos de irrigação. Não há justificativa nenhuma para que o alimento e a escola e até o lazer, tenham um peso tão forte nos índices inflacionários. Falta ao governo elencar e materializar as verdadeiras prioridades do País e administrar, com rigor, os recursos disponibilizados pelo erário. E além dos problemas na educação e na produção de alimentos, falta ao Brasil recursos para a construção de usinas hidroelétricas e de eclusas, para um melhor aproveitamento do transporte fluvial; falta a construção de ferrovias de norte a sul, leste a oeste , para facilitar e baratear o escoamento da produção e o transporte de passageiros; falta infra estrutura de portos e aeroportos; falta a conservação e mais rodovias de qualidade; falta saneamento básico; falta habitação popular e faltam recursos,mas com bom e honesto gerenciamento, na área de saúde. Se faltam tantos recursos para agilizar o nosso desenvolvimento, proporcionando mais emprego, renda , consumo e melhor qualidade de vida para o brasil subdesenvolvido e desenvolvido, porque então proporcionar o conforto lá fora, quando aquí não produzimos alimentos suficientes para alimentar os 185 milhões de brasileiros e não temos escolas de qualidade e gratúitas para matricular os jovens de hoje, para não ser tornar os analfabetos de amanhã. Somos abençados por Deus para cuidar da melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e não dos estrangeiros e AINDA FALTARAM MAIS DE R$ 50 BILHÕES PARA COMPLETAR O PAGAMENTO DOS JUROS SOBRE A DÍVIDA E DEVIDOS EM 2007 E QUE ESTÃO SENDO TRANSFERIDOS PARA A CONTA DO PRINCIPAL.

E os brasileiros cobram ainda do Governo, uma prestação de Contas bem Transparente e analítica e diária de todos os órgãos da administração pública direta e indireta (principalmente do BC e do BNDES), via Internet e não só a publicidade das receitas administradas. A contra partida é muito pequena em relação aos R$ 600 bilhões arrecadados em 2007. Caixa Preta com o dinheiro do Povo, não pode existir, em nome de qualquer sigilo, para acobertar irregularidades. O Governo deve contar com o povo e com os Internautas , para a fiscalização de suas Contas.

Marcos:

I think , Mirian Leitão, that if Hugo Chavez is the president of Venezuela, is because someone let him get in. For years and years nobody did nothing for people except explore the sources of the country to get rich. Venezuelans and Bolivians as well were tired of being explored for years, born in a country so rich but remain miserables. When politicians don't look for the people they open a space for a populist like Chavez to get in. Chavez is very populist but he does much more for people than his predecessors.

PS:Don't write here calling latin americas as we were naives in elect persons like HUgo Chavez. It's better believe in a populist than vote in a person because he is catolic or not.

JOAO DA ROCHA:

A CRISE AMERICANA ESTÁ MESMO É NOS BANCOS QUE NÃO QUEREM DEVOLVER O QUE
GANHARAM COM OS FINANCIAMENTOS CONSCIENTES E PODRES EM SUAS CONSEQUENCIAS


O sistema financeiro sempre manipulou e controlou a seu favor, a economia dos EUA e com reflexos na economia mundial.

Agora ficou claro, que depois de décadas, os cartéis financeiros já não terão mais os Bancos Centrais como os seus principais aliados. Os americanos descobriram tarde, mas conheceram os males que quase todos Bancos Centrais estão causando à economia mundial, em beneficio da maior concentração de riquesas.

E o Tesouro americano deixou bem claro, no pacote que deu publicidade, que não vai injetar recursos do Povo americano para a manutenção dos abusivos Lucros que os Bancos tiveram com os créditos podres. Se os Bancos criaram e ainda alimentam a crise, que não foi contida por incompetencia ou conivencia dos Bancos Centrais, que eles resolvam os problemas que criaram e com os seus próprios recursos.

E o espaço para ganhos fáceis com o Capital especulativo, está se estreitando cada vez mais na Europa, Ásia e Americana do Norte.

Não sei porque o Brasil, como a décima economia mundial, não está seguindo a mesma tendencia e continua pagando ágio de 160% acima da inflação ( talvez o maior do mundo) para a rolagem de sua dívida.

Se o G-20 se unisse, como se uniram a OPEP, os Cartéis Financeiros e outros mais, determinando, através de um Tratado, que o ágio sobre a inflação de qualquer um desses países não pode passar de 3%. O montante da economia, com essas simples providencias, passaria tranquilamente de US$ 1 trilhão e esses recursos que estão indo para a improdutividade, passariam a ser melhor aproveitados e alocados em educação, saúde, transportes rodoviários, ferroviários e urbano ( de qualidade)e em
em saneamento básico. E o mais importante é que reduziria expressivamente a concentração de riquesas. São sugestões factíveis de se concretizarem em curto prazo.

A redefinição da importancia dos bancos centrais e no modelo atual de ação, é absolutamente necessária. Que esses Bancos passem, de fato, a defender o Tesouro de seus países e não o Tesouro dos Cartéis Financeiros.É um tema que deve ser amplamente discutido. Querem porque querem ampliar a crise americana. Mas não será fácil enfrentar a realidade de uma economia que responde por mais de 25% do PIB Mundial e financia o seu deficit com ágio próximo de zero. Aonde mesmo está a recessão? Só mesmo na redução dos abusivos Lucros dos Bancos ?. Porque no Estado americano, não está. E é lamentável e penoso, o Brasil continuar como um Paraíso para a especulação financeira mundial, sendo um dos G-10

Cristina:

To Mauricio Kitaigorodzki:

Over the last few years, perhaps the last three to four years perhaps, in a gradual and subtle manner leaders of nations where there exist some source of energy (fossil or not) started realising the those resources are as powerful (if not more) than the most technologically advanced army from the most military advanced nation on earth so far: the US.

That process went on announced. Suddenly, there it was, it materialised in actions, better say, words. China and India are counting on other competitive advantages for now, but that is for a time only. They will have to manage their needs in time if they want to remain competitive.

Obviously, all Chavez's "bravado" has one single origin: the Venezuelan oil. Was it not true, he had already been toppled. I have no doubt about that. Already concessions, blind eyes, death ears (it can be called as one wishes) are being made in order to secure the access to natural resources, oil one of them.

Energy and intellect (knowledge) are the combination of the coming years. It is what I call "combined complementarity of resources" (sounds like I'm saying the same thing, but I'm not). It is a must of our time. Any leader who sets their hope in one or the other only will get things wrong and will run into trouble in the long term. In the short, medium term...it might work, perhaps. But is also depends on each situation.

PS: my opinion is that the military stare won’t be sufficient, no matter how technologically advanced it may be. It is already a reality.

Mauricio Kitaigorodzki:

Would Mr. Chavez have so much press in Latin America, the United States, Iran and even Europe if he were not sitting on a sea of oil?
And, if the United States is such a hateful enemy, how about telling his country's US customers that Venezuela is closing the spigot?
But, of course, this would require guts. And Mr. Chavez is not exactly known for that.

Mauricio Kitaigorodzki
Bariloche, Argentina

Cristina:

Hi Miriam,

The first thing that caught my attention was the Brazilian representative's outfit. I laughed in front of the TV immediately. He stood out (a short man in that off white suit, and that panama hat..he's the only one that way!), but I guess that he wasn't dressed that way because the group was purposefully and nostalgically staging some flashback of the 1960s. It made a melancholic and nostalgic scene indeed.

I guess that it was a matter of bad taste only (his)! That simple! Honestly, I didn't notice that so markedly in the others (except perhaps by Chavez, but he is the actor permanently in play in search of its public (the stage he already found). Besides, who else but Oliver Stone would be there to record the historic moment?! This combination of sorts produced that ridiculous visual event for the cameras at that moment at least.

Who knows? Their heroic feat could be recorded on a DVD or HD, which might be now on in all theatres! This is history!

How one, knowing that he/she was about to be "directed" by Oliver Stone would get dressed anyway? According to the scripts, I suppose. That is the ridiculous thing of that pathetic scene. Sadly, things did not run to plan as they certainly would have dearly wished. Sadly particularly for those who waited for that moment years on end...Actors always got the replay as a technique if thing go wrong...but not for the real victims sometimes there is no a second chance...no replay.

To say that some leftist leaders, chiefly Chavez, are affected by some kind of past ideology is to suppose that there is some left ideology at play now. That's the crucial point: I don't think that there is any proper ideology at play, least so based on the past. The ideologies and in particular the left ones, got lost in some history limbo.

In the same way that I affirm that Latin America never came to experience the welfare state, I also claim that Latin America also never a sound leftist experience as in parts of Eastern Europe for instance.

What we do have here is a mix of all: a dose of late capitalism, pragmatism, populism (that some call socialism). whoever leader is lucky enough get the right mix will succeed; whether it's Brazil, Argentine, Venezuela, Ecuador or Bolivia.

If at least there was one leftist ideology as the sounding basis! I wish. All that I see is opportunism and a competition among certain leaders (I refrain from nominating them here) to see who is the cleverest and jumps the Cat's jump higher and first...getting the right political mix...No ideology...no ethics. Sad.

CDA:

Miriam, please don´t forget Argentina! Here, the pastiology, has reached endemics levels among ours politicians.

JOSE:

Past-ideology: It is a nice definition, but, in my opinion, you have given a bad example. I think it could be aplied to some comments from representatives from catholic church.

Your article i think try to view the world (as many politicians in USA) as black or white, as good or bad, as bless or evil. I think, that kind of positions only makes us run in circology (circle and also circus - ideology) because we don't learn about why things happen. Is it possible to go ahead with someone which i don´t see as a legitime speaker (and Chavez won an election), so, whatever he says i don't be agreed, and so, i expect he won´t be agreed whatever i say ?

Marcello Silva e Santos:

Mirian, I beg to differ and profoundly disagree with you.
Fala sério, você é uma mulher inteligente e não venha com esta balela de "Fim de História". (Aliás me deste uma idéia: "Síndrome de Fukuyama")
Acredito que um dia ele (e Hegel) possam sair vencedores neste embate mas enquanto houver nações invadindo outras por óleo, uma ONU subserviente ao Império Mor do Planeta, pessoas vivendo entre trilhos de trem e crianças barrigudinhas brincando no esgoto, as transformações sociais e históricas ainda ocorrerão. Chaves é meio louco e MUITO populista mas também é menos engraçado que o seu homônimo pastelão. O que ele vem fazendo na Venezuela nunca outro dirigente latino americano fez pelo povão em tão pouco tempo, nem Fidel! (até porque Cuba não tem Petróleo)
Normalmente eu não responderia sua opinião no Globo mas você usou o forum impróprio para sua opinião latina. Nos EUA, eles chamam os negros que defendem os brancos de Uncle Sam, em alusão ao personagem que, como você deve se lembrar, foi vivido na TV Brasileira por um branco... Foi isso que eu senti ao ler o seu post. Um desejo louco de defender o Chapolin, digo Chaves. By the way, seu inglês está afinadinho mas evite o uso do artigo (the) de forma desnecessária (as in "talked with the sixty phrases", melhor seria "talked with sixties phrases or talked with phrases from the sixties"-e não sixty). Este é um outro vício latino, mas não tão feio como querer bajular Americano...

Danilo:

The worst thing, Miriam, is that the international press has been dealing with this pastiology with unacceptable tolerance, as if it was a normal part of the life of a country - but in fact the point is that the developed world is not worried about what happens here, in the "third world" as they used to call us. They know that these idiot thoughts are destructive to any country, but they like to express they leftist imagination in other's places where it can’t affect them.

So, the pastiology can always count with the support, or at least the negligence, of the international public opinion. It is sad, really sad.

PostGlobal is an interactive conversation on global issues moderated by Newsweek International Editor Fareed Zakaria and David Ignatius of The Washington Post. It is produced jointly by Newsweek and washingtonpost.com, as is On Faith, a conversation on religion. Please send us your comments, questions and suggestions.